segunda-feira, 16 de julho de 2012


A litíase renal chega a afetar 5% da população dos países

industrializados. Até há alguns anos, esses cálculos eram tratados

com cirurgia aberta, determinando uma morbidade muitas

vezes maior do que a da doença em si. O aparecimento de

técnicas mais modernas de tratamento de cálculo fez com que a

cirurgia aberta ficasse reservada para casos bastante complexos.

Atualmente, a maior parte dos cálculos pode ser tratada de forma

não-invasiva através de litotripsia extracorpórea por ondas de

choque, dispensando a necessidade de anestesia.

O aparecimento destas técnicas fez com que se estabelecessem

critérios de seleção para as diferentes formas de tratamento

da litíase. O tamanho do cálculo, sua composição e sua

localização anatômica são de grande importância na seleção

do tratamento ideal.


Aspectos epidemiológicos


A litíase urinária afeta a população numa proporção de

três homens para cada mulher, principalmente na faixa entre

20 e 50 anos de idade. Os países industrializados e de clima

tropical têm maior incidência de cálculo urinário quando comparados

aos países em desenvolvimento, fato decorrente das diferenças

entre o tipo de alimentação e da perda hídrica pelo suor.

Observa-se também que essa doença acomete mais os indivíduos

que compõem as camadas mais altas da pirâmide social.

A história familiar de litíase urinária aumenta em cerca de

duas vezes a probabilidade de um indivíduo apresentar a doença.


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