A litíase renal chega a afetar 5% da população dos países
industrializados. Até há alguns anos, esses cálculos eram tratados
com cirurgia aberta, determinando uma morbidade muitas
vezes maior do que a da doença em si. O aparecimento de
técnicas mais modernas de tratamento de cálculo fez com que a
cirurgia aberta ficasse reservada para casos bastante complexos.
Atualmente, a maior parte dos cálculos pode ser tratada de forma
não-invasiva através de litotripsia extracorpórea por ondas de
choque, dispensando a necessidade de anestesia.
O aparecimento destas técnicas fez com que se estabelecessem
critérios de seleção para as diferentes formas de tratamento
da litíase. O tamanho do cálculo, sua composição e sua
localização anatômica são de grande importância na seleção
do tratamento ideal.
Aspectos epidemiológicos
A litíase urinária afeta a população numa proporção de
três homens para cada mulher, principalmente na faixa entre
20 e 50 anos de idade. Os países industrializados e de clima
tropical têm maior incidência de cálculo urinário quando comparados
aos países em desenvolvimento, fato decorrente das diferenças
entre o tipo de alimentação e da perda hídrica pelo suor.
Observa-se também que essa doença acomete mais os indivíduos
que compõem as camadas mais altas da pirâmide social.
A história familiar de litíase urinária aumenta em cerca de
duas vezes a probabilidade de um indivíduo apresentar a doença.
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