sábado, 30 de junho de 2012

Posso ser considerado pessoa de risco para formação de cálculo renal ?

Fatores de risco e o quadro clínico do paciente variam dependendo do tipo de pedra existente. Há, contudo, algumas características similares encontrada em “formadores de pedras”, as quais inclui:

  • Histórico de família (genética - problemas metabólicos);
  • Homens entre 30-50 anos;
  • Reduzido consumo de água;
  • Habitante de clima quente.

Obviamente que apesar destas características estarem presentes na maioria dos "formadores de pedras nos rins", qualquer pessoa pode vir a ter cálculos renais.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Perguntas comuns sobre cálculos renais O que é pedra no rim ?
Quando certos produtos químicos da urina juntam-se formando cristais, uma massa dura chamada “cálculo renal ou pedra no rim” ocorre. A maioria das pedras começam a se formar nos rins e algumas podem se deslocar para outras partes da extensão urinária, incluindo o ureter ou o a bexiga. Elas variam de tamanho, sendo que as pedras maiores podem bloquear o fluxo da urina ou causar irritação na parede interior da extensão urinária.
Pedra nos rins, ou “Nefrolitíase” é um distúrbio comum e com uma incidência cada vez maior em todo o mundo. É uma doença encontrada com mais freqüência em homens de meia idade. Existem cinco tipos principais de pedra de rim, pedra de cálcio (85%), pedras relacionadas a infecções (8%), pedra de ácido úrico (5%), pedra de cistina (1%), e outras pedras mais raras (1%) como a xanteno.
Para pacientes que já tiveram sua primeira pedra no rim, torna-se difícil prognosticar a probabilidade de retorno de novas pedras. Até 70% dos pacientes que tiveram pedra no rim, terão uma outra no espaço de até 10 anos caso não recorram a nenhum tipo de tratamento preventivo. Contudo, pacientes que têm uma disfunção metabólica grave podem ter múltiplas pedras formando-se mensalmente. Muitas destas pedras ocorrem novamente no espaço de 5 a 7 anos, sendo que o pico desta ocorrência acontece nos dois primeiros anos. A medida que os pacientes que já tiveram pedra no rim envelhecem, a taxa de formação de novas pedras parece declinar e a não ocorrência geralmente acontece na faixa etária dos 50 anos.
Ainda que algumas pedras possam ser eliminadas naturalmente, recomenda-se sempre que possível acompanhamento e tratamento. Normalmente, o método mais utilizado por urologistas no Brasil é a litotripsia, mesmo sabendo dos malefícios indiretos que este procedimento normalmente causa. Atualmente, muitas pessoas tem buscado alternativas como chás, misturas naturais e receitas caseiras, o que em alguns casos até ajuda, mas infelizmente não resolve o problema, pois não corrige a disfunção metabólica que ocasionou as pedras.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O que é cólica renal, e quais são as suas características?
A dor do calculo renal é muito forte, tipo cólica ou aperto, aguda, ou seja, súbita, e cíclica. É uma dor lombar alta, unilateral, podendo irradiar para flanco (região lateral do abdome), pela pelve e grandes lábios na mulher ou testículo nos homens.
A dor na maioria das vezes é intolerável, realmente intensa, muitos médicos afirmam que provavelmente seja a dor de maior intensidade.
É importante salientar que a posição ou o movimento do corpo não influem no aparecimento nem na intensidade dessa dor.
Alguns sintomas podem estar associados à cólica renal, o principal deles é o vômito seguido de sangue na urina, febre e dor ao urinar.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Existe prevenção para calculo renal?
Sim, entretanto, uma vez tido um calculo renal, a pessoa sempre estará susceptível à formação de novos calculos.
A ingestão de aproximadamente dois ou três litros de água por dia pode ajudar a impedir que novos cálculos renais se formem.
Deve-se lembrar que a melhor forma de saber da saúde dos seus rins é consultando um UROLOGISTA ou NEFROLOGISTA e realizando exames. Muito cuidado porém quando escolher o profissional da saúde que vai lhe atender. Sempre que possível procure um médico que seja de sua confiança, pois no caso de calculos renais, não basta encaminhar o paciente para uma litotripsia que é extremamente rentável ao invés de realmente avaliar as melhores soluções e buscar uma alternativa menos agressiva ao organismo. Em alguns casos a litotripsia pode ser mesmo a melhor opção de tratamento, mas não em todos os casos como pregam alguns profissionais de saúde.
A respeito de pacientes com uma grande predisposição a formação de calculos renais, pode-se realizar uma investigação metabólica, a qual normalmente é indicada para os pacientes com litíase recorrente. Para estes pacientes, o uso do NQI tem sido fundamental, com uma grande eficácia na maioria dos casos, impedindo a formação de novos calculos renais.

terça-feira, 26 de junho de 2012


Todo cálculo renal causa dor?

Quando o cálculo se encontra no parênquima renal é assintomático (não causa dor). Quando vai, porém, para a parte central do rim onde estão os tubos coletores, pelve renal e para os ureteres, pode provocar dor de forte intensidade. Esta dor é a cólica renal, que requer cuidados médicos imediatos.
O calculo renal também pode causar o bloqueio da passagem da urina, levando assim à dilatação a montante do sistema urinário, causando dor entre outros sintomas.
Contudo, alguns indivíduos têm cálculo renal sem dor ou com dor leve, o que é muito perigoso.
Alguns casos a pedra obstrui o ureter com pouca dor, que desaparece depois de algum tempo, apesar de ela não ter sido eliminada.
O calculo renal alojado no ureter determinando obstrução na via urinária, compromete o funcionamento do rim e pode provocar perda ou destruição do tecido renal.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Como se formam as pedras nos rins?

Também chamadas de cálculos renais, elas são formadas pelo acúmulo de certas substâncias - cálcio, ácido úrico, oxalato (um sal) ou cistina (um aminoácido) - dentro dos rins ou nos canais urinários. "É importante ressaltar que esse problema ocorre principalmente em quem tem um defeito no metabolismo, provocado por hereditariedade. A pessoa precisa já ter a predisposição para desenvolver as pedras, porque seu organismo excreta em excesso essas substâncias, que ali se acumulam", diz a nefrologista (especialista em rins) Fernanda Carvalho, da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). Além dessa tendência natural ao problema, existem outros fatores que podem provocar o surgimento das pedras: pouca ingestão de água (principalmente no verão) ou dieta muito rica em sal e carne vermelha.
Dentro dos rins, existem cerca de 1 milhão de estruturas chamadas néfrons, que funcionam como filtros, descartando o que não serve para o organismo e reabsorvendo o que lhe é benéfico, principalmente água. "Quando há pouca ingestão de líquido, ocorre uma concentração maior das substâncias que podem formar o cálculo. Quando ingerimos sal, os rins trocam o sódio presente nele pelo cálcio, liberando uma quantidade maior dessa substância, que é a causadora de cerca de 50% dessas pedras. Já no caso da carne vermelha, suas proteínas diminuem a capacidade que o rim tem de dissolver as substâncias em seu interior",

quinta-feira, 21 de junho de 2012

CÁLCULO RENAL | Causas e sintomas

 
A pedra no rim, também conhecida como cálculo renal ou litíase renal, é uma doença muito comum, causada pela cristalização de sais mineiras presentes na urina. A crise de cólica renal é um dos eventos mais dolorosos que um paciente pode experimentar durante a vida. A dor causada pelo cálculo renal é muitas vezes descrita como sendo pior do que a de um parto, fratura óssea, ferimentos por arma de fogo ou queimaduras.

Nesta primeira parte do artigo sobre pedra nos rins iremos abordar os seguintes pontos sobre o cálculo renal:
  • Como surge a pedra nos rins
  • Fatores de risco para cálculo renal
  • Sintomas do cálculo renal
  • Cálculo coraliforme
A segunda parte deste texto, abordando o tratamentos do cálculo renal, pode ser acessado neste link: CÁLCULO RENAL | Tratamento e duplo J
Como se formam os cálculos renais?

A pedra no rim é exatamente o que o nome diz, uma formação sólida composta por minerais que surge dentro dos rins. Mais de 70% das pedras são compostas por sais de cálcio, como oxalato de cálcio e fosfato de cálcio. Também existem cálculos à base de ácido úrico, estruvita (magnésio + amônia + fosfato) e cistina.

Entender a formação das pedras é simples. Imaginem um copo cheio de água clara e transparente. Se jogarmos um pouco de sal, este se diluirá e tornará a água um pouco turva. Se continuarmos a jogar sal no copo, a água ficará cada vez menos clara, até o ponto em que o sal começará a se precipitar no fundo do copo. A precipitação acontece quando a água fica super saturada com sal, isto é, a quantidade de água presente já não é mais suficiente para diluir o sal.

Este é o princípio da formação dos cálculos. Quando a quantidade de água na urina não é suficiente para dissolver todos os sais presentes na mesma, estes retornam a sua forma sólida e precipitam nas vias urinárias. Os sais precipitados na urina tendem a se aglomerar, formando, com o passar do tempo, as pedras.

Esta precipitação dos sais presentes na urina ocorre basicamente por dois motivos: falta de água para diluir ou excesso de sais para serem diluídos.

A maioria dos casos de cálculo renal ocorre por falta de água para diluir a urina adequadamente, tendo como origem a pouca ingestão de líquidos. Porém, há um grupo de pacientes que mesmo bebendo bastante água ao longo do dia continua a formar pedras. São as pessoas com alterações na composição natural urina, apresentando excesso de sais minerais, em geral, excesso de cálcio. A quantidade de cálcio na urina é tão grande que mesmo com um boa ingestão de água este ainda consegue se precipitar.

Fatores de risco para o cálculo renal

Como acabei de explicar, ter água suficiente na urina é essencial para prevenir a formação de cálculos. Pacientes que costumam desenvolver cálculos bebem, em média, menos 300 a 500 ml de água por dia quando comparados com pessoas que nunca tiveram pedra nos rins. Pessoas que vivem em países de clima tropical ou trabalham em locais muitos quentes devem procurar se manter sempre bem hidratados para evitar a produção de uma urina muito concentrada.

O tipo de líquido ingerido não tem muita importância. Ainda não há estudos definitivos que possam afirmar com 100% de clareza que um tipo de líquido é superior a outro. Alguns trabalhos sugerem que além da água, suco de laranja, café e chás (incluindo o famoso chá de quebra-pedra) possam ter algum benefício. Já o suco de toranja (jamboa ou grapefruit) parece ser prejudicial, aumentando o risco de formação das pedras. Em relação às bebidas alcoólicas, há controvérsias, havendo estudos que indicam aumento da formação dos cálculos e outros que sugerem redução da formação, principalmente com o consumo de vinho. Excesso de vitamina C aumenta a excreção renal de oxalato, aumentando o risco de pedras de oxalato de cálcio.

Pessoas que já tiveram pelo menos um episódio de cálculo renal ou que tenham história familiar de pedras no rim devem urinar pelo menos 2 litros por dia. Como ninguém vai ficar coletando urina o dia inteiro para medir o volume, uma dica é acompanhar a cor da urina. Uma urina bem diluída tem odor fraco e coloração bem clara, quase transparente (leia: URINA COM CHEIRO FORTE). Se a sua urina está muito amarelada, isto indica desidratação.

Em relação à dieta, existem alguns hábitos que podem aumentar a incidência de pedras nos rins, principalmente se o paciente já tiver concentrações de cálcio na urina mais elevadas que a média da população. Dietas ricas em sal, proteínas e açúcares são fatores de risco. Curiosamente, apesar da maioria dos cálculos serem compostos de cálcio e surgirem por excesso de cálcio na urina, não há necessidade de restringir o consumo do mesmo na dieta. A restrição, aliás, pode ser prejudicial. Se você já está perdendo cálcio em excesso na urina e não o repõe com a dieta, o seu organismo vai buscar o cálcio que precisa nos ossos, podendo levar à osteoporose precoce (leia: OSTEOPOROSE | Sintomas e tratamento). O único cuidado deve ser com os suplementos de cálcio, já que o consumo destes, principalmente quando em jejum, parece aumentar o risco de pedra nos rins.

Outros fatores de risco para o surgimento de cálculos são: obesidade, idade acima de 40 anos, hipertensão, gota, diabetes, ser do sexo masculino e ganho de peso muito rápido.

É importante lembrar que existem também os cálculos renais formados pela precipitação de algumas drogas nos rins. Várias medicações podem ter como efeito colateral a formação de pedra. Os mais comuns incluem: indinavir, atazanavir, guaifenesina, triantereno, silicato e drogas à base de sulfa, como sulfassalazina e sulfadiazina.

Sintomas do cálculo renal

Muitos pacientes possuem pedras nos seus rins e não apresentam sintoma algum. Se a pedra se formar dentro do rim e ficar parada dentro do mesmo, o paciente pode ficar anos assintomático. Muitas pessoas descobrem o cálculo renal por acaso, durante um exame de imagem abdominal, como ultrassom ou tomografia computadorizada, solicitados por qualquer outro motivo.

Localização comum das pedras nos rins.
Cálculo renal
Pedras muito pequenas, menores que 3 milímetros (0,3 centímetros), podem percorrer todo o sistema urinário e serem eliminadas na urina sem provocar maiores sintomas. O paciente começa a urinar e de repente nota que caiu uma pedinha no vaso sanitário.

O sintoma clássico do cálculo renal, chamado cólica renal, surge quando uma pedra de pelo menos 4 mm (0,4 cm) fica impactada em algum ponto do ureter (tubo que leva a urina do rim à bexiga), causando obstrução e dilatação do sistema urinário.

A cólica renal é habitualmente uma excruciante dor lombar, que costuma ser a pior dor que o paciente já teve na vida. A cólica renal deixa o paciente inquieto, se mexendo o tempo todo, procurando em vão uma posição que lhe proporcione alívio. Ao contrário das dores da coluna, que melhoram com repouso e pioram à movimentação, a cólica renal dói intensamente, não importa o que o paciente faça. Por vezes, a dor é tão intensa que vem acompanhada de náuseas e vômitos. Sangue na urina (leia: HEMATÚRIA (URINA COM SANGUE )) é frequente e ocorre por lesão direta do cálculo no ureter.

A cólica renal costuma ter três fases:
1- A dor inicia-se subitamente e atinge seu pico de intensidade em mais ou menos1 ou 2 horas.
2- Após atingir seu ápice, a dor da cólica renal permanece assim por mais 1 a 4 horas, em média, deixando o paciente "enlouquecido" de dor.
3- A dor começa a aliviar espontaneamente e ao longo de mais 2 horas tende a desaparecer.

Em alguns desafortunados, o processo todo chega a durar mais de 12 horas, caso o mesmo não procure atendimento médico.

Se a pedra ficar impactada na metade inferior do ureter, a cólica renal pode irradiar para a perna, grandes lábios ou testículos (leia: DOR NOS TESTÍCULOS | Principais causas). Também é possível que a pedra consiga atravessar todo o ureter, ficando impactada somente na uretra, que é o ponto de menor diâmetro do sistema urinário. Neste caso a dor ocorre na região pélvica e vem acompanhada de ardência ao urinar (leia: DISÚRIA | DOR AO URINAR | Causas) e sangramento. Muitas vezes o paciente consegue reconhecer que há um pedra na sua uretra, na iminência de sair.

Geralmente, pedras menores que 5 cm costumam sair espontaneamente pela urina. As que medem entre 0,5 e 0,8 cm têm dificuldade de serem expelidas. Podem até sair, mas custam muito. Cálculos maiores que 0,9 cm são grandes demais e não passam pelo sistema urinário, sendo necessária uma intervenção médica para eliminá-los.

Estes cálculos grandes podem ficar impactados no ureter, provocando uma obstrução à drenagem da urina e consequente dilatação do rim, a qual damos o nome de hidronefrose. A urina não consegue ultrapassar a obstrução e acaba ficando retida dentro do rim. As hidronefroses graves devem ser corrigidas o quanto antes, pois quanto maior o tempo de obstrução, maiores as chances de lesões irreversíveis do rim obstruído.

Cálculo coraliforme: um caso a parte

Cálculo coraliforme
Cálculo coraliforme
O cálculo coraliforme tem esse nome porque apresenta a aparência de um coral. São os maiores cálculos e ocorrem geralmente em pacientes com infecção urinária por uma bactéria chamada Proteus. Esta bactéria aumenta o pH da urina e favorece a precipitação de sais, principalmente o de estruvita, composto por fosfato, amônia e magnésio

O cálculo coraliforme é tão grande que é facilmente visualizado em uma simples radiografia de abdômen. Pelo seu tamanho e forma, o cálculo coraliforme não consegue sair na urina e um procedimento médico faz-se sempre necessário para sua retirada. Se não for tratado, este cálculo leva a infecções urinárias de repetição e cicatrizes nos rins, podendo causar insuficiência renal terminal.


Leia o texto original no site MD.Saúde: CÁLCULO RENAL | Causas e sintomas http://www.mdsaude.com/2009/01/calculo-renal-pedra-nos-rins.html#ixzz1yTXGvJSH

terça-feira, 19 de junho de 2012

Litotripsia leco leoc Litotripsia leco leoc

Conhecida como LECO ou LEOC, a Litotripsia Extracorpórea por ondas de choque é sem dúvida o tratamento mais utilizado pelos urologista brasileiros para o tratamento de quadros de litíase (pedra nos rins, cálculo renal, cálculos urinários).

A Litotripsia teve seu início no princípio dos anos 80 e desenvolveu-se tecnicamente, tornando-se um dos métodos mais conhecidos em todo o mundo.

Porém, apesar de ainda muito popular e muito utilizada no Brasil, desde 2007 a litotripsia (fragmentação por ondas de choque externa), vem tendo seu uso descontinuado em países da América do Norte e da Europa, devido a riscos do  desenvolvimento de diabets mellitus (16.8%) e hipertensão arterial (36.4%), o que se deve ao efeito mecânico direto da onda de choque de fragmentação sobre o rim e o pâncreas (Journal of Urology, 2006; 175 (5) : 1742 – 7).

Os excelentes resultados iniciais apresentados por Chaussy em 1980 utilizando a litotripsia, representaram o início de uma revolução no tratamento da litíase (pedra nos rins, cálculo renal, cálculos urinários), com séries subseqüentes confirmando a eficácia deste método. A litotripsia (LECO, LEOC) ganhou aceitação mundial e foi durante anos considerada a primeira opção de tratamento para a maioria dos cálculos renais e ureterais, de acordo com as recomendações da American Urological Association e da European Association of Urolog

segunda-feira, 18 de junho de 2012


Nefrologia/Rim/Rins

Dieta para prevenir cálculos renais

16/06/2003

 


Até completar 70 anos, 10 a 15% das pessoas apresentarão uma crise de cólica renal causada pela presença de cálculos nas vias urinárias (rim - ureter -bexiga - uretra) ("pedra no rim"). Duas vezes mais frequente em homens que em mulheres, os cálculos renais são formados na maioria das vezes por sais de cálcio (80%). Para quem já apresentou uma crise de cólica renal existe um risco de 50% de experimentar um novo quadro de dor em 5 anos. Como estes cálculos são formados principalmente pelo aumento da excreção de cálcio pelo rim, evitar o aumento da concentração de cálcio na urina é uma forma eficaz de prevenir novos episódios de cólica renal. Inicialmente deve-se ser feita uma investigação laboratorial das causas endocrinológicas, metabólicas, urológicas e renais responsáveis pela formação de cálculos (estudo do cálculo quando possível, exames de urina, sangue e avaliação da anatomia das vias urinárias com exames de imagem e etc).
Naqueles pacientes que apresentam apenas uma perda de cálcio aumentada na urina (hipercalciúria), sem associação com outras doenças, medidas dietéticas são extremamente eficazes em reduzir o risco de terem novos quadros de cólica renal (de 50% para 20% em 5 anos). Ao contrário do que se pode imaginar, não é recomendado a diminuição do cálcio da dieta. Ao diminuir o cálcio da dieta eleva-se o risco de osteoporose além de aumentar a absorção de oxalatos, outro componente responsável pela formação de cálculos renais.
Segue-se abaixo as recomendações nutricionais para a prevenção de cálculos renais:

·         Aumentar a ingestão de líquidos: 2 litros em dias normais e 3 litros em dias quentes (pode ser água, sucos ou chá de ervas ou de frutas) para deixar a urina menos concentrada dificultar a formação de novos cálculos.
·         Comer com pouco sal. A redução do sal da dieta leva a uma menor perda de cálcio na urina
·         Limitar a ingestão de proteína (<1 g/kg/dia), principalmente reduzindo as carnes.
·         Manter uma ingestão normal de cálcio (800 a 1000mg/dia). Dar preferência ao leite e derivados que contenham pouco sal. (saiba mais !)
·         Evitar alimentos ricos em oxalatos (ver tabela)

Leia também: (Comparação de duas dietas para prevenir novos cálculos renais renal)
Orientação para uma dieta pobre em Colesterol
O Colesterol constituí um dos principais fatores de risco para a doença coronariana ("angina"), infarto agudo do miocárdico ("ataque cardíaco"), acidente vascular cerebral ("derrame") e aneurisma de aorta (dilatação da artéria aorta). Estas doenças constituem a principal causa de morte entre homens e mulheres acima da quarta década de vida e são causadas pelo processo de arterosclerose, ou seja, depósito de gorduras e calcificação dos vasos sanguíneos.
A elevação do colesterol depende de fatores genéticos, fatores do estilo de vida como atividade física e qualidade da alimentação e da idade. A maioria do colesterol que é dosado no sangue, não vem da dieta, mas na verdade representa o colesterol produzido pelo nosso próprio organismo (30% da dieta, 70% produção).
O tratamento dietético para colesterol elevado não visa apenas reduzir a quantidade de colesterol da dieta, mas principalmente pretende melhorar a qualidade da dieta como um todo, utilizando alimentos que reduzem a produção de colesterol endógena, ou seja, pelo organismo e/ou que façam as partículas de colesterol serem menos prejudiciais a nossa saúde.
Todas as pessoas podem adotar uma dieta baseada nos princípios que promovem a redução de colesterol, pois ela se baseia em uma dieta equilibrada e saudável. Mas esta mudança nos hábitos alimentares irá ter uma particular importância em pessoas com colesterol elevado (total ou o colesterol ruim - LDL), com o colesterol "bom" (HDL) reduzido, com história familiar de doenças do coração e/ou que apresentem outros fatores de risco para a doença cardíaca como tabagismo, diabetes, obesidade e etc.
A dieta para redução do colesterol deve ser baseada em uma redução na quantidade de gordura de origem animal com o uso preferencial de óleos de origem vegetal (principalmente o óleo de oliva e canola). Evitar as frituras e as gorduras vegetais na forma sólida (como na margarina) pois mesmo sendo de origem vegetal, estas formas de gorduras também favorecem a elevação do colesterol. Ter na dieta uma quantidade maior de fibras principalmente solúveis (alimentos integrais, frutas, etc.) ajuda a reduzir a absorção do colesterol colaborando na redução do níveis sanguíneos. Alimentos ricos em vitaminas (como frutas) e fitoesteróides (soja) apresentam propriedades anti-oxidante o que reduz a capacidade do colesterol circulante no sangue de causar lesões nas artérias.
A seguir daremos algumas dicas para uma dieta mais saudável e que ajude a reduzir os níveis de colesterol.

Alimentos com teores elevados de Colesterol e/ou gorduras saturadas que devem ser evitados ao máximo!

  • Manteiga, creme de leite, chantilly
  • Leite integral, coalhada gorda ou queijos gordos
  • Toucinho, torresmo, bacon, salames, lingüiça, presunto, apresuntada, mortadela, lombinho, salsicha e outros embutidos.
  • Carne de porco (pernil, lombo); e outras carnes gordas (cupim, picanha, etc.)
  • Miúdos (miolo, rim, coração, fígado)
  • Frituras
  • Ovo, creme de ovo, maionese
  • Siri, camarão, lagosta, marisco, bacalhau, sardinha
Dieta para reduzir o colesterol

Carnes:

Dar preferência aos peixes, aves (peito de frango) sem pele e carnes magras (cozidos, assados ou grelhados). Reduzir e evitar carne vermelha gorda, carne de porco, miúdos, carneiro, frios e embutidos, sardinhas, camarão, marisco, frutos do mar e frituras em geral.


Laticínios:

 dar preferência ao leite desnatado, iogurte desnatado, queijo branco, queijo tipo cotage e ricota. Reduzir e evitar leite integral ou alimentos que o contenham, manteiga, creme de leite, chantilly, queijos gordos (prato, provolone, muzzarela, etc.) e requeijão integral.


Sorvetes:

dar preferência a "picolés" de frutas, evitar os sorvetes cremosos


Pães e Cereais:

preferência a pão, macarrão e arroz integrais, leguminosas (feijão, soja, lentilha, ervilhas) e cereais integrais (aveia, trigo, centeio, cevadinha). Reduzir e evitar tortas, bolos, biscoitos amanteigados ou recheados, bolachas e doces em geral.


Frutas e vegetais:

dar preferência a toda as frutas e vegetais pois não contém colesterol. Somente modere no uso do coco e do abacate devido ao grande teor de lípides destas frutas. Evitar preparar os vegetais com manteiga, creme de leite, molhos a base de maionese ou em frituras. As frutas oleaginosas (nozes castanha do Pará, avelã, etc.) devem ser consumidas com moderação devido ao seu auto valor calórico.


Óleos e gorduras:

dar preferência aos óleos insaturados, principalmente de canola ou oliva, no preparo dos alimentos utilizar a menor quantidade de óleo o possível. Reduzir e evitar banha de porco, manteiga e margarina. Requeijão light com moderação. 
Recomendações:

Os carboidratos devem ser utilizados em excessos, dar preferência aos complexos como os presentes nas leguminosas, nos legumes, cereais e grãos. Já o carboidrato simples, ou seja açúcar comum, contidos nos doces e confeitados devem ser evitados. Evitar também doces com alto conteúdo de gorduras (por exemplo bombons recheados, bolos com cobertura e recheio, etc). Porém se houver hipertrigliceridemia (elevação dos triglicérides) junto com a elevação do colesterol, deve-se fazer uma maior restrição na quantidade de carboídratos. 

Deve haver um aumento no consumo de fibras 30 à 40 g dia,(principalmente solúveis) através das frutas (laranja, banana, mamão, etc.), vegetais (brócolis, tomate, etc.), cereais integrais (como arroz integral). Deve-se introduzir no café da manhã preparados com alto teor de fibra tipo All-BranÒ ou Fibre-1Ò e adicionar no preparo de alimentos (feijão, sopas, etc.) 1/4 de copo de farelo de trigo ou farelo de aveia (Oat Bran)®
Deve-se evitar as frituras, ingestão de ovos, frutos do mar e embutidos.
Quando apresentar hipertrigliceridemia abolir as bebidas alcoólicas. Caso os triglicérides estejam normais, a ingesta regular de pequenas quantidades de vinho tinto (1 ou 2 taças ao dia) pode ser benéfico por promover um aumento do colesterol bom (o HDL).

sábado, 16 de junho de 2012


Uma dieta equilibrada é fundamental para a saúde renal.
Clique na imagem para versão em alta resolução:
Impedir o desenvolvimento de problemas renais é essencial para o bom funcionamento de todo o organismo, pois os rins filtram as impurezas, ajudam a controlar a pressão arterial e ainda produzem hormônios e vitaminas. A simples ingestão de vegetais frescos, crus, além de alimentos mais integrais, já impede notavelmente o surgimento de dificuldades renais. Vale lembrar que os problemas renais estão diretamente associados a hábitos alimentares errados. Pessoas que exageram no consumo de sal, refrigerantes, embutidos e enlatados se tornam mais susceptíveis a desenvolver essas doenças.
Alimentos ricos em vitamina K e ácido cítrico evitam a formação de cálculos renais, além de melhorar a mineralização, prevenir e tratar a osteopenia e contribuir para a manutenção de ossos e dentes fortes. Bons exemplos desses alimentos são limão, tamarindo e com clorofila, como as folhas verde-escuro, alface escura, repolho, couve-flor, brócolis, espinafre, aspargo, chá verde e de ervas diuréticas (capim-limão, cabelo de milho, quebra-pedra, boldo, carqueja, erva-doce e salsa). Mas estes alimentos devem ser consumidos crus, já que o cozimento destrói sua vitalidade, enquanto o congelamento destrói a vitamina K. Assim, os sucos clorofilados (verdes) e desintoxicantes são excelentes para a saúde dos rins, mas precisam ser preparados no momento do seu consumo.
Alimentos ricos em ômega-3 também são adequados para prevenir doenças renais. Entre eles estão a semente de linhaça que, de todas as oleaginosas, é a mais rica nesta família de poliinsaturados. Entretanto, sementes germinadas de girassol, gergelim e abóbora podem ser também benéficas. Os peixes de água fria e o óleo de fígado de bacalhau são outras fontes indicadas.
Beber bastante líquido também é imprescindível. Entre as várias funções da água no nosso organismo, duas delas são manter o bom funcionamento dos rins e controlar a temperatura do corpo. Em lugares muito quentes, a água que deveria ir para os rins acaba sendo direcionada para as glândulas sudoríparas, e a pessoa transpira para manter o corpo na temperatura correta. É neste momento que os rins podem ficar com pouca água e micropartes sólidas podem começar a se depositar, formando os famosos cálculos renais.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

  • Como cuidar dos seus rins e prevenir a doença...
  • Como cuidar dos seus rins e prevenir a doença renal

    Os rins são em número de 2, na forma de grão de feijão, localizados na região lombar em ambos os lados da coluna vertebral, logo acima da cintura.

    Os rins atuam na limpeza do sangue durante as 24 h do dia e suas principais funções são:

    1. O que fazem os rins?


    • Controlam a quantidade de água e sal do corpo
    • Eliminam toxinas
    • Ajudam a controlar a hipertensão arterial
    • Produzem hormônios que impedem a anemia e a descalcificação óssea
    • Eliminam alguns medicamentos e outras substâncias ingeridas

    2. Quais são os principais fatores de risco para doenças renais?


    • Hipertensão arterial (pessoal ou na família)
    • Diabetes (pessoal ou na família)
    • História familiar de doença renal
    • História de doença renal no passado

    Se você tem um desses fatores, é muito importante que procure um médico e realize testes laboratoriais que medem a função dos rins.

    3. Como saber se você tem doença renal?


    Atenção se apresentar um dos seguintes sinais ou sintomas:
    • Hipertensão arterial
    • Diabetes melitos
    • Inchaço nas pernas ou no rosto
    • Cólica renal
    • Infecção urinária (ardor para urinar ou dor lombar associada a febre, urina com mal cheiro ou turva, dificuldade para urinar ou sentir vontade de urinar muitas vezes ao dia)
    • Sangue na urina
    • Fraqueza ou palidez cutânea não explicada por outras causas

    4. O que fazer?


    É importante você saber que as doenças renais podem existir sem sintomas por um longo período. Dessa forma, se uma pessoa com doença renal procurar auxilio médico tardiamente, pode já ter uma doença em fase irreversível.

    Portanto, se você apresenta um dos sintomas acima, ou está em algum grupo de risco, consulte um médico para fazer dosagem de proteína na urina e de creatinina no sangue, que são os testes que informam sobre a função dos rins.

    OBS: Texto elaborado pela Divisão de Doenças Crônicas não Transmissíveis do Centro de Vigilância Epidemiológica da SES-SP.

    quinta-feira, 14 de junho de 2012

    FOTOS: SHUTTERSTOCK / ILUSRTRAÇÃO: SANDRA TIR
    Silenciosa, desleal e traiçoeira. Esses são apenas alguns dos adjetivos normalmente associados às doenças renais. E com razão. Os males do rim não apresentam sintomas. Ninguém reclama de falta de ar, dor no peito ou queimação no estômago, por exemplo, quando os rins deixam de funcionar. Quando o indivíduo começa a sentir os primeiros sinais, como dificuldade para urinar, inchaço nas pernas e dor lombar, já pode ser tarde demais. Em outras palavras: neste estágio da doença, os rins já podem estar irremediavelmente paralisados. Daí em diante, há muito pouco a fazer.
    Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), 87 mil pacientes fizeram diálise no País em 2008. Este número cresceu 84% se comparado ao ano de 2000, quando 42,7 mil brasileiros foram submetidos à técnica, que visa a reproduzir uma das principais funções renais: a de eliminar substâncias tóxicas do organismo através da urina. Nos casos mais graves, a insuficiência renal pode levar à perda do órgão e à morte do paciente.
    Em 2008, segundo informações do Ministério da Saúde, foram realizados no Brasil 3.154 transplantes de rins e, em 2007, 3.040. Só no primeiro semestre de 2009, foram realizados 1.237 em todo o País. Atualmente, 31.270 pacientes aguardam na fila por um transplante do órgão. Os Estados com mais pessoas na fila do transplante são: São Paulo (10.176), Rio de Janeiro (3.566) e Minas Gerais (2.994). Ao todo, a SBN calcula que o Brasil já tenha realizado cerca de 25 mil transplantes de rins.
    "O Brasil já é o quarto país do mundo em número de pacientes em diálise, atrás somente dos EUA, Japão e Alemanha. Além disso, realiza uma média de 3 mil transplantes por ano. É um número baixo se considerarmos que existem mais de 30 mil pacientes na fila de espera por um rim. Ou seja, dos quase 90 mil pacientes que fazem diálise no Brasil, apenas 30 mil estão na fila do transplante. Deste total, não conseguimos transplantar nem 10% dos pacientes por ano. E o pior é que a tendência da fila é crescer cada vez mais", afirma o nefrologista Fabrício Guimarães Bino, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), no RJ.
    FATORES DE RISCO
    Na maioria das vezes, os pacientes renais que fazem diálise ou que aguardam na fila por um transplante são portadores das duas principais doenças que, se não forem tratadas precoce e adequadamente, podem levar o indivíduo à insuficiência renal: a hipertensão e o diabetes. Segundo estimativas da SBN, 35,8% dos 87 mil brasileiros que fizeram diálise no País em 2008 sofrem de nefroesclerose hipertensiva e 25,7%, de nefropatia diabética. A glomerulonefrite, que já foi a principal responsável por doenças renais crônicas no Brasil, aparece em terceiro lugar, com 15,7%.
    Também conhecida como nefrite crônica, a glomerulonefrite resulta de uma inflamação crônica dos rins que, se não for controlada a tempo, pode levar à perda das funções renais. Outras causas de insuficiência renal crônica são rins policísticos (numerosos cistos que crescem nos rins, destruindo-os) e pielonefrite (infecções urinárias repetidas devido à presença de alterações no trato urinário, como pedras e obstruções), entre outras doenças congênitas.
    "Algumas delas são inevitáveis, mas outras, não. E as duas principais doenças que levam à insuficiência renal, hipertensão e diabetes, têm prevenção. O problema é que os rins só começam a apresentar sintomas depois de já terem perdido mais de 50% de suas funções. Por isso mesmo, o ideal é não esperar apresentar sintomas para procurar um médico", afirma o urologista Eloísio Alexsandro da Silva, da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.
    COMO OS RINS FUNCIONAM
    FOTOS: SHUTTERSTOCK / ILUSRTRAÇÃO: SANDRA TIR
    LIMPEZA GERAL
    Os rins fazem parte do nosso sistema urinário e estão localizados na parte inferior da região lombar. Embora cada rim tenha pouco mais de 10 centímetros de comprimento e 5 centímetros de largura, não se engane: a nossa sobrevivência depende do bom funcionamento deles. A primeira - e mais importante - função renal é a eliminação de substâncias tóxicas pela urina. Como isso se dá? Simples...
    O sangue entra nos rins através da artéria renal. Logo, substâncias que se acumulam no sangue e são prejudiciais ao organismo são filtradas pelos rins e eliminadas pela urina. Em seguida, o sangue, devidamente filtrado, volta a circular pelo corpo humano por uma veia renal. "Quando os rins não funcionam direito, as toxinas que eles deveriam eliminar através da urina se acumulam e trazem prejuízos para o organismo", alerta Fabrício Guimarães Bino. Segundo especialistas, os rins filtram todo o sangue de um indivíduo cerca de 290 vezes por dia!
    "Os rins são incansáveis e a grande maioria da população nem sabe que eles existem. Só para ter uma ideia, eles filtram uma média de 180 litros de sangue por dia! Se os rins não mantêm o sangue limpo, o organismo não trabalha direito. É como se fosse o óleo do carro, que precisa ser constantemente trocado para o veículo funcionar bem", compara o nefrologista Eduardo Rocha, da Sociedade de Nefrologia do Estado do Rio de Janeiro (Sonerj).

    quarta-feira, 13 de junho de 2012



    Limpe seus rins por menos de R$ 1,00
    Os anos passam e nossos rins vão filtrando nosso sangue para remover o sal e outros intoxicantes que entram no organismo.
    Com o tempo, o sal se acumula e precisamos de uma limpeza. Como fazer isso?
    Salsa
    De um modo simples e barato: Pegue um maço de salsa e lave bem. Corte bem picadinho e ponha em uma vasilha com água limpa. Ferva por 10 minutos e deixe esfriar. Coe, ponha em uma jarra com tampa e guarde na geladeira. Beba um copo todos os dias, e você vai perceber que o sal e outros venenos acumulados nos rins saem na urina.
    Você vai notar a diferença!
    Há muitos anos a salsa é reconhecida como o melhor tratamento de limpeza dos rins.
    E é um remédio natural!
    A salsa é uma das ervas com propriedades terapêuticas menos reconhecidas. Ela contém mais vitamina C do que qualquer outro vegetal da nossa culinária (166mg por 100g).
    Isso é três vezes mais que a laranja.
    A salsa contém também ferro (5.5mg /100g), manganésio (2.7mg / 100g), cálcio (245mg / 100g) e potássio (1mg / 100g) .. Sendo recomendada para pedra nos rins, reumatismo e cólica menstrual.
    Sua alta concentração de vitamina C ajuda na absorção de ferro.
    O suco de salsa, sendo uma bebida natural, pode ser tomado misturado com outros sucos, 3 vezes ao dia.
    As folhas podem ser mantidas no congelador, e seu uso é recomendo na culinária diária, pois além de saudáveis, dão ótimo sabor a qualquer receita.

    terça-feira, 12 de junho de 2012

    O que é o rim ?
    O rim é um órgão duplo, situado na parte mais posterior do abdômen; um deles fica junto à coluna, à direita, logo abaixo do fígado; o outro se situa à esquerda, logo abaixo do baço. Cada rim pesa em torno de 150 gramas e mede de 11 a 12 cm.
    É um órgão extremamente vascularizado, recebendo a quarta parte de todo o sangue que sai do coração. O sangue que passa pelos rins é filtrado, retirando as impurezas através de um processo chamado de filtração renal. Assim, o rim é um órgão depurador de substâncias indesejáveis ou que estejam em excesso no nosso organismo e, por isso, precisam ser eliminadas.
    A urina produzida diariamente tem um volume de 700 a 1500 mililitros, contém sais (sódio, potássio, cálcio, fósforo, amônia) e outras substâncias, como uréia, creatinina e ácido úrico. O volume de urina aumenta ou diminui conforme a necessidade de eliminar água, evitando que falte ou se acumule no organismo. Além de eliminar as impurezas e controlar o volume dos líquidos do organismo, o rim produz hormônios. Dentre os muitos hormônios produzidos pelos rins, destacam-se a eritropoetina, que ajusta a produção de glóbulos vermelhos evitando a anemia e a vitamina D3, que regula a absorção do cálcio no intestino.
    Doenças renais
    Infelizmente, uma em cada 5.000 pessoas adoece dos rins por motivos diversos.
    Quando o rim adoece, ele não consegue realizar as tarefas para as quais foi programado, tornando-se insuficiente. As principais doenças que tornam o rim incapaz ou insuficiente são as seguintes:
    Nefrites (50%)
    Hipertensão arterial severa
    Infecção dos rins
    Diabete (25%)
    Doenças hereditárias (rim policístico)
    Pedras nos rins (cálculos)
    Obstruções
    Das doenças acima citadas, muitas podem ser evitadas quando precocemente identificadas e acompanhadas pelos médicos especializados em doenças renais (nefrologistas). A detecção precoce também auxilia no controle da doença e para evitar a progressão da mesma, evitando que ela atinja os estágios mais avançados onde há necessidade de terapia renal substitutiva (diálise ou transplante).
    Geralmente, quando surge uma doença renal, ela ocorre nos dois rins, raramente de um lado só. Quando a doença renal se torna irreversível, na maioria das vezes, a perda da função é lenta e progressiva. Daí a importância do acompanhamento e da orientação médica, que visa a prolongar o funcionamento adequado do rim, mesmo com algum grau de deficiência.
    A perda de 25%, 50% ou de até 75% das funções renais apresenta poucos problemas médicos. Porém, perdas superiores a 75% da função renal alteram de tal modo o funcionamento do organismo, que modificam a qualidade de vida do paciente.
    São facilmente identificáveis os problemas clínicos que a insuficiência renal traz aos pacientes que perderam mais de 75% da função do rim:
    hipertensão arterial, de moderada a severa;
    anemia severa, que não responde ao tratamento com sulfato ferroso;
    edema por todo o corpo, aumentando o peso;
    pele pálida (cor de palha);
    fraqueza, cansaço, emagrecimento, coceira no corpo;
    anorexia, náuseas, vômitos e gastrite;
    cheiro desagradável na boca (cheiro de urina);
    piora da pressão arterial e aborto em mulheres grávidas;
    aumento do volume e da micção urinária, com maior volume urinário noturno.
    a urina é sempre muito clara e da mesma cor;
    alterações dos exames plasmáticos, uréia sempre superior a 150mg% e a creatinina maior do que 6mg%.
    Quando a doença avança, destruindo 90% da capacidade funcional do rim, os 10% restantes pouco poderão fazer para manter a saúde do paciente.
    Neste estágio da doença, o médico deve avisar que o tratamento conservador sozinho não terá mais efeito desejado e a diálise irá substituir o rim irreversivelmente doente e incapaz de manter a vida do paciente crônico.

    segunda-feira, 11 de junho de 2012


    O mais importante é sempre buscar um tratamento:

    As cólicas renais são conhecidas por serem extremamente dolorosas. Contudo, este não é o único problema ocasionado pelos cálculos renais. Milhares de pessoas possuem pedras nos rins e desconhecem o problema, pois muitas vezes os cálculos permanecem no organismo durante meses ou até mesmo anos sem causar nenhuma dor. Mesmo assim, sem ocasionar nenhum transtorno aparente, estas pedras são capazes de causar grandes danos aos rins e até mesmo insuficiência renal.

    Aguardar que as pedras sejam expelidas naturalmente, ingerindo apenas muita água, pode ser extremamente doloroso e perigoso, pois na passagem desde os rins até a bexiga, as pedras podem causar danos graves ao organismo.

    O contato constante dos cálculos renais já formados com o livre fluxo da urina, permite o acesso rápido a uma abundante oferta de cristalização de minerais, que certamente lhe ajudarão a crescer. Além disso, o fluxo urinário pode trazer consigo bactérias, que em contato com as pedras poderão provocar infecções urinárias muitas vezes fatais.
     
    Caso uma pedra bloqueie  alguma das principais vias urinárias (ureteres), poderá ocorrer também um bloqueio no fluxo de urina, impedindo que o rim esvazie seu conteúdo para a bexiga, o qual tende a inchar até que ocasione uma ruptura.

    Avanços na investigação urológica apontam que quase 99% dos túbulos e canais nos rins possuem menos de 1 milímetro de largura. Sendo assim, mesmo os cálculos renais mais pequenos acabam sendo grandes o suficiente para ficarem alojados nas vias urinárias. 
     
    O perigo real dos cálculos renais reside principalmente no seu potencial de dano e de imprevisibilidade.

    Você pode optar pelo uso de um medicamento indicado pelo seu médico, uma litotripsia ou até mesmo um procedimento cirúrgico. Importantíssimo mesmo é buscar um tratamento, pois simplesmente aguardar que os cálculos renais sejam expelidos sozinhos, além de expor o paciente a níveis altos de estresse, dores e traumas,  ainda é muito perigoso para o sistema urinário, o qual pode sofrer danos irreversíveis.

    domingo, 10 de junho de 2012

    Definição




    Raio x de cálculos urinários

    Cálculo coraliforme bilateral nos rins, com cateter já posicionado em ambos os rins
    A litíase, cálculo urinário ou pedra no rim, como é comumente conhecida, é uma desordem causada por uma estrutura cristalina que se forma nas várias partes do trato urinário. Estas pedras começam bem pequenas e vão crescendo. O desenvolvimento, o formato e a velocidade de crescimento destas estruturas dependem da concentração das diferentes substâncias químicas presentes na urina. Acredita-se que o crescimento dos cálculos pode ser acelerado por substâncias denominadas promotoras e retardado por substâncias ditas inibidoras.



    Aproximadamente uma em cada 200 pessoas desenvolvem pedra no rim. Cerca de 80% destas pessoas eliminarão a pedra espontaneamente, junto com a urina. Os 20% restantes necessitarão de alguma forma de tratamento. As pessoas que já tiveram um cálculo urológico têm uma chance de 50% de desenvolver um novo cálculo nos próximos 5 a 10 anos.

    Imagem do Atlas das Patologias do Sistema Urinário
    (Libbs Farmacêutica Ltda. - www.libbs.com.br)

    Alguns cálculos podem permanecer assintomáticos, não requerendo tratamento algum; entretanto podem também obstruir e machucar partes do trato urinário ao tentarem passar junto com o fluxo normal da urina. A dor causada por um cálculo é descrita como a mais severa dor que uma pessoa pode experimentar, ocorrendo na porção inferior das costas ou no abdômen. Esta dor pode ser tanto constante como descontínua e pode vir acompanhada de náusea, vômito e sangue na urina. Devido à dor severa, um ataque agudo consiste em uma verdadeira urgência.

    As causas de um cálculo urológico podem, em 75% dos casos, ser determinadas através de uma avaliação metabólica. Para tanto deve-se analisar a pedra, o sangue e os químicos presentes na urina do paciente. Caso alguma anormalidade seja detectada, o risco de uma recorrência pode ser reduzido.


    Ecografia de cálculos renais

    Raio X de cálculos renais

    Alguns fatores que podem aumentar o risco de se desenvolver um cálculo urológico:
    • Problemas no processo de absorção ou eliminação dos produtos que podem formar cristais;
    • Casos de cálculos urológicos na família (condição genética);
    • O hábito de consumir uma pequena quantidade de líquidos;
    • Desordens alimentares;
    • Doenças intestinais;
    • Gota.

    sábado, 2 de junho de 2012

    Cálculo Renal Sintomas Pedra nos Rins

    CALCULO RENAL SINTOMAS

    Usualmente, o primeiro sintoma de um cálculo renal é uma dor intensa. A dor começa subitamente quando a pedra se move no trato urinário, causando irritação e obstrução. Tipicamente, a pessoa sente uma dor aguda no dorso ou abdômen inferior. Pode ocorrer palpitação, náusea e vômito. Mais tarde, a dor pode chegar até a virilha.
    Porém, os cálculos renais podem não causar sintomas ou se manifestar de forma aguda como cólica renal. Cálculos localizados no interior do rim (pelve renal) podem apresentar pouco ou nenhum sintoma. Muitos cálculos renais pequenos podem ser eliminados na urina sem causar sintomas. Apesar disso, estes pequenos cálculos também podem causar estragos no sistema urinário. Existem casos em que o cálculo renal pode ser assintomático e crescer até um tamanho considerável, sem que o paciente o note.
    Na maioria dos casos, a descoberta de um cálculo renal ocorre com as famosas "cólicas renais". Os sintomas geralmente são clássicos, como a dor na parte inferior das costas, no abdome lateral ou embaixo das costelas com irradiação para o testículo do mesmo lado ou para o grande lábio vaginal nas mulheres. Se há infecção urinária concomitante, o aparecimento de febre é comum.Você pode até sentir uma súbita vontade de urinar ou ter desconforto durante a passagem da urina.
    Quando o médico suspeita que um paciente possa ter cálculos renais, normalmente solicita exames que comprovem esta hipótese. Dentre estes exames pode-se citar a ultra-sonografia, a radiografia dos rins (urografia excretora) e o exame de urina. Estes exames têm como objetivo localizar a pedra nos rins, determinar como está o fluxo urinário (se houver acúmulo de urina as vias urinárias podem ficar dilatadas, um fenômeno chamado de hidronefrose) e verificar se já existe infecção.

    Existe prevenção para calculo renal?

    Sim, entretanto, uma vez tido um calculo renal, a pessoa sempre estará susceptível à formação de novos calculos.

    A ingestão de aproximadamente dois ou três litros de água por dia pode ajudar a impedir que novos cálculos renais se formem.

    Deve-se lembrar que a melhor forma de saber da saúde dos seus rins é consultando um UROLOGISTA ou NEFROLOGISTA e realizando exames. Muito cuidado porém quando escolher o profissional da saúde que vai lhe atender. Sempre que possível procure um médico que seja de sua confiança, pois no caso de calculos renais, não basta encaminhar o paciente para uma litotripsia que é extremamente rentável ao invés de realmente avaliar as melhores soluções e buscar uma alternativa menos agressiva ao organismo. Em alguns casos a litotripsia pode ser mesmo a melhor opção de tratamento, masnão em todos os casos como pregam alguns profissionais de saúde.

    A respeito de pacientes com uma grande predisposição a formação de calculos renais, pode-se realizar uma investigação metabólica, a qual normalmente é indicada para os pacientes com litíase recorrente. Para estes pacientes, o uso do NQI tem sido fundamental, com uma grande eficácia na maioria dos casos, impedindo a formação de novos calculos renais